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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Usina solar da Creluz deve começar a operar em setembro

Complexo, que funcionará em ciclo combinado, é o primeiro de geração de energia verde do Rio Grande do Sul e um dos únicos do país.

O Rio Grande do Sul está prestes a ver em funcionamento a primeira usina com produção de energia totalmente verde, obtida por meio da luz solar. O empreendimento assinado pela Creluz está localizado às margens da BR-386, no entroncamento da rodovia com a BR-158, em Boa Vista das Missões e é ainda um dos primeiros desta modalidade no país. Com obras em 2 hectares, iniciadas em abril, a previsão da cooperativa é colocar a primeira fase em operação experimental até o final de setembro de 2016.

Veja a reportagem em vídeo aqui

Enquadrada no setor de regulamentação como de microgeração, vai funcionar em ciclo combinado com a Usina Hidrelétrica Carlos Bevilacqua, instalada em Seberi. A primeira fase deve atender a todo o consumo interno de energia da cooperativa, abastecendo fábricas, escritório e as próprias usinas hidrelétricas do grupo, que hoje são seis. “Estamos fazendo essa usina com todas as condições para geração integrada, que vai atender ao consumo da Creluz”, reforça o presidente da instituição, Elemar Battisti.

Para viabilização da primeira etapa foram investidos R$ 4 milhões, sendo 50% de recursos próprios da Creluz e 50% financiados com taxas especiais pela Sicredi Alto Uruguai RS/SC, parceira do projeto. “O valor foi aplicado na compra da área, material e mão de obra. Grande parte de postes, palanques, calçamento e tudo o que requer concreto foi fabricado pela cooperativa. Não estamos destruindo matas, nem águas, não tem qualquer impacto ambiental, pelo contrário, a cooperativa está cuidando de todos os taludes, gramas e o que mais é necessário para uma obra sustentável”, complementa Battisti.

Energia limpa

Quando iniciar a produção de energia, o empreendimento terá a mesma capacidade de produção da Usina Hidrelétrica Tereza Bortolini, de Novo Tiradentes, que é de 250 KW pico. Vai funcionar com a captação de energia solar por meio de 1.008 placas, instaladas para o norte, com total aproveitamento da luz do sol. “Os painéis têm tecnologia alemã, foram fabricados na China e já estão no Porto de Rio Grande, aguardando detalhes como padronização do Inmetro e questões tributárias”, destaca.

Totalmente tecnológico, o complexo será operado por celulares e tablets, via fibra ótica. “Quando iniciarmos, até mesmo o sistema de segurança vai ocorrer por meio de câmeras. A usina praticamente não requer manutenção, apenas uma vez por ano será feita a limpeza das placas. Esta iniciativa faz parte da nossa filosofia que é de produzir energia totalmente verde”, finaliza o presidente da Creluz.

A fase B, que ainda será implementada, terá um investimento de mais R$ 2 milhões, funcionando com mais 1.600 placas solares, e terá a produção energética voltada para o mercado. Na totalidade, a capacidade do empreendimento deverá chegar a 0,7 megawatts de energia totalmente limpa.
Por: Márcia Sarmento - marcia.sarmento@folhadonoroeste.com.br
Fotos - Márcia Sarmento

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Morango - cresce implantação do sistema protegido na região

A produção de morangos na região do Alto Uruguai tem migrado direto do solo para o sistema protegido. Vários municípios estão cultivando em bancada, como Erval Grande, Áurea, Estação, Getúlio Vargas, Erechim.

Entre as vantagens está a diminuição da penosidade do produtor que pode trabalhar em pé e não mais agachado, facilitando o manejo. Além disso, como o plantio é feito no substrato, praticamente as doenças são eliminadas.

De acordo com o agrônomo da Emater Regional, Nilton Cipriano de Souza, a estrutura é semelhante a estufa, porém esta é fechada nos quatro cantos e a bancada é fechada somente na parte superior. “O morango é todo plantado num substrato, saslab, colocado em cima da estrutura de até 40 metros de fila”.

Com relação ao custo, o que encarece é a irrigação. Souza diz que o sistema precisa da caixa com água de 5 ou 10 mil litros, motobomba e a canalização. “Hoje para produzir uma estufa de 5 metros de largura por 40 m de comprimento o custo aproximado é de R$ 12 mil”.

Com relação a área cultivada em bancada são cerca de 2,5 hectares produzindo em torno de 18 toneladas de morango – a produção varia conforme a estrutura e o tamanho.

Diretamente no solo os produtores estão abandonando, mas ainda há cerca de 2 hectares em produção, com uma produção cerca de 30% inferior.

Souza salienta que uma vez instalado o sistema protegido, a produção ocorre o ano todo. “Esse sistema permite controlar melhor a produção”, diz.

Toda produção regional é comercializada na região.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bambu, para que te quero

Foto - Márcia Sarmento
Gramínea de origem asiática coloca o município entre uma das referências de pesquisa quanto aos seus vários usos como produção de móveis, artesanato, alimento e outros derivados.

Ainda utilizado no Brasil de maneira modesta, o bambu tem caído nas graças dos produtores que procuram aprender um pouco sobre a imensa cadeia produtiva, facilidade e baixo custo para cultivo e, ainda, a lucratividade.

Veja a reportagem em vídeo aqui

Em Planalto, uma experiência que não tem mais de 15 anos está mostrando que são inúmeras as possibilidades de produção a partir da gramínea, que vão desde artesanato à alimentação. Com uma capacidade produtiva de 120 anos, a cultura, tradicional na Ásia, pode ser uma aposta rentável para o agricultor que tem algum espaço – mesmo que pequeno – em sua propriedade.

Coordenada pelo artista plástico, ecodesigner, produtor e especialista na cadeia produtiva de bambu, Carlos Ciprandi, a experiência no município revelou algumas frentes de trabalho, que permitem rentabilidade para o agricultor e também para quem vai industrializar o material. Entre os usos de mais fácil adaptação estão, no caso do colmo, como substituto da madeira, para a construção, móveis e utensílios domésticos. O broto é ótimo para a alimentação humana, consumido em conserva, patê, farinha e outros alimentos, enquanto as folhas têm finalidade medicinal, podendo ser aproveitadas na forma de chá.

– Ainda podemos citar os serviços florestais para a contenção de encostas, recuperação de áreas degradadas, quebra vento, sombreamento e produção de créditos de carbono, sem contar que a folha, com 20% proteína, serve como complemento para alimentação dos animais. Na Índia é usado para complementar a alimentação de frangos –, expõe Ciprandi. O produtor lembra ainda que entre as vantagens no cultivo está o alívio da pressão na floresta, pois se trata de um recurso que se renova com o plantio. “É uma madeira nobre, que tem durabilidade. Requer apenas a devida manutenção, como impermeabilização”, orienta.

Fácil cultivo
Nos dois hectares de bambu, tipo gigante, que são cultivados em Planalto, é possível ter uma rentabilidade de R$ 12 mil/ano, com a venda da vara e do broto. A partir dos quatro anos, o colmo atinge a maturidade e pode ser retirado. “A manutenção da lavoura é muito barata. Não precisa maquinário pesado, a motosserra resolve. Mas o melhor é que não usa veneno, nem inseticida, nem herbicida. Ou seja, a rentabilidade é aumentada. Além disso, como gramínea, requer nitrogênio, o que pode resolver a problemática do destino do esterco suíno que muitas localidades enfrentam”, aponta o produtor.

Uma das principais funções do trabalho em Planalto é produzir mudas de bambu, o que ainda é um problema no Brasil. “Não temos ainda como apostar na produção em escala industrial porque não há matéria-prima suficiente. Este é o grande gargalo da atividade no país, já que falamos por enquanto de pequenas plantações. Por isso optamos por esta espécie de laboratório, onde nos propomos a fazer uma série de experimentações. Nesta estrutura estamos provando que é possível fazer carvão de bambu, pasta de dente de carvão de bambu, broto de bambu, farinha do broto do bambu e muito mais. O que temos que aprimorar agora é a questão da escala e padronização desses produtos”, finaliza Ciprandi.

Mais informações podem ser obtidas através dos links
https://www.facebook.com/BambuKaHa e http://bambusc.org.br.

Da horta para o buffet

Luiza Frank tem conceitos na permacultura para desenvolver seu trabalho

“Sou cozinheira e da roça”. É assim que Luiza Maria Bottezini Frank começa a contar sua história com o trabalho na horta e seus quitutes. Natural de Frederico Westphalen, a jovem de 28 anos tem formação em técnico em cozinha pelo Instituto Federal de Santa Catarina e especialização em enologia pelo mesmo Instituto, sem mencionar cursos na área de alimentos naturais saudáveis e integrais e orgânicos.

Luiza conta que já trabalhou em diversos lugares do país. “Trabalhei em restaurantes de 8 estados e 3 países da américa da latina, assim, passei a conhecer a cultura local e a gastronomia regional de cada lugar e eu nem sabia que se iniciava uma jornada de mudanças na minha vida”, conta a cozinheira. Foi em 2011 que Luiza teve a oportunidade de conhecer e trabalhar com a terra, através do amigo Fabio Ferraz, engenheiro agrônomo, que a fez dar importância de se ter alimentos saudáveis na mesa.

A cozinheira dedicou os últimos seis anos à área da gastronomia e há 3 anos cria receitas provenientes de alimentos diretos da roça. “Com minha alma aventureira, a paixão pela gastronomia cresceu durante minhas experiências pelo Brasil afora e, por meio disso, me conectei com a cozinha responsável e regional, com ingredientes orgânicos e sazonais”, contou.

A ideia de transformar a matéria-prima em produção veio quando Luiza começou a sentir a falta de alimentos saudáveis na própria mesa e assim passou a criar receitas com hortaliças, legumes e temperos que cultivava com a tia. Alface, rúcula, manjericão, alho, couve-flor, mandioca, batata-doce, sálvia e diversos temperos são tirados diretamente da horta da família e transformados em quitutes gourmetizados para recepções e eventos em geral. “O trabalho é diário, cuido da horta pela parte da manhã, antes do sol nascer, e depois de o sol se pôr. O manejo com a terra é uma terapia assim como o meu minhocário, que me ajuda a transformar restos de comida em adubo para o plantio das hortaliças e leguminosos que depois são utilizados por mim para os quitutes”, contou Luiza.
A cozinheira tem 30 receitas criadas e reinventadas, inspiradas em renomados chefs de cozinha como Jame Oliver, Marcelo Amaral e até mesmo a famosa a blogueira de culinária Bela Gil. Seguindo o exemplo de Bela Gil, Luiza aprendeu a substituir o açúcar branco pelo mascavo ou açúcar demerara, o sal branco pelo sal mais puro do mundo, o himalaia, além de deixar de fora os produtos provenientes do leite.
Luiza conta que desde que retornou para a região, em Taquaruçu, no ano passado, o trabalho com a horta a estimulou a seguir um caminho e que hoje não se imagina fazendo outra coisa. “Sou cozinheira e da roça, não abro mão de um olhar amoroso para os alimentos. Tenho orgulho de ser cozinheira, não é fácil, mas a arte das panelas é incrível”. Um ótimo insight, pois uma boa iniciativa e prazer no trabalho é igual à qualidade de vida.
Fonte: FN
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domingo, 17 de julho de 2016

Pronaf vai financiar instalação de energia solar no campo

Agricultores já podem obter financiamento para aquisição do sistema fotovoltaico
Por: Eder Calegari - rural@folhadonoroeste.com.br

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) já é conhecido dos agricultores. Ele destina-se a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural.

A novidade é que o financiamento, que tem juros baixos e prazo esticado, pode agora ser usado para aquisição do sistema de energia solar fotovoltaico. O responsável técnico da empresa JS Soluções Elétricas, Jair da Silva, explica que em Frederico Westphalen, várias famílias já contam com esse serviço e que o financiamento pelo Pronaf trará incentivo para que moradores do campo façam a aquisição.

“Com a tecnologia, o produtor assume o controle da conta de luz. O sistema é simples e requer um investimento de aproximadamente R$ 20 mil. As placas que captam a luz solar são resistentes a granizo e duram pelo menos 25 anos. Esses painéis são instalados em cima do telhado ou em estruturas no solo. O conjunto fica ligado à rede da concessionária de luz. Em poucos anos é possível recuperar o valor investido. Agricultores que desejam elaborar o projeto conosco já podem procurar a agência bancária para obter o Pronaf para esse fim. Esse benefício deve ser contratado junto ao banco onde o agricultor possui conta”, destacou Silva.

Segundo a Secretária de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, o agricultor pagará uma parcela de financiamento fixa com até três anos de carência e com juros subsidiados.

Sistema solar fotovoltaico

Para funcionar, o raio solar é transformado em eletricidade quando entra em contato com os painéis fotovoltaicos. A energia produzida é diferente da usada na tomada de casa. É necessário um equipamento chamado inversor. A energia não utilizada é convertida em créditos junto à concessionária, que são abatidos da conta de luz. O uso de créditos de energia foi possível a partir da resolução 482 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e a revisão 687, em vigor desde março deste ano. Essa regulamentação permite que cada consumidor vire produtor de energia elétrica e use seus créditos junto à concessionária para abater na sua conta de luz.
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